Lirius Suplementos e suplementação personalizada: Motivos pelos quais o consumidor deixou de lado o modelo padrão

Linnea Nordven Por Linnea Nordven 5 Min de leitura
Lirius Suplementos

Quando uma nutricionista britânica escreveu, em 2002, que o futuro dos suplementos passaria pela individualização, a afirmação soava como exercício de imaginação. Duas décadas depois, o mercado global de nutrição personalizada vale US$ 15,3 bilhões e cresce a 15% ao ano, segundo a Fortune Business Insights. A Lirius Suplementos, como empresa brasileira especializada em suplementos alimentares, acompanha essa transição desde dentro: o consumidor brasileiro já não aceita recomendações genéricas e exige que a suplementação reflita suas necessidades reais, seu estilo de vida e, cada vez mais, dados biológicos concretos.

Pesquisas no Nutrients demonstram que a resposta a um mesmo nutriente varia até 40% entre indivíduos, conforme genética, idade, microbiota e hábitos. Um multivitamínico padronizado ignora justamente o que determina se a suplementação terá efeito. 

O que mudou no comportamento do consumidor?

A geração que cresceu com aplicativos de saúde no pulso não tolera cápsulas “porque todo mundo toma”. Dados da McKinsey revelam que 62% dos consumidores globais priorizam produtos adaptados às suas características. O Brasil aparece entre os cinco mercados onde essa preferência cresce mais rápido, impulsionada pelo acesso a exames laboratoriais populares e pelo hábito de compartilhar resultados em redes.

Ao mesmo tempo, o consumidor pesquisa, compara e questiona antes de comprar. A Lirius observa que o perfil do comprador mudou radicalmente em cinco anos. Ele quer saber por que precisa daquele ingrediente, em que dose e por quanto tempo. Essa exigência empurra o setor para fora da zona de conforto.

Dos dados à decisão: como a ciência entrou na prateleira

A nutrição personalizada não teve sua origem no marketing. A genômica nutricional e a nutrigenética, que desde os anos 2000 mapeiam as variantes genéticas que modulam a absorção de vitaminas e minerais, são campos de estudo recentes. Revisões sistemáticas publicadas na Frontiers in Nutrition confirmam que pessoas com polimorfismos no gene MTHFR, por exemplo, metabolizam ácido fólico de maneira diferente e podem se beneficiar de formas ativas da vitamina B9, que não estavam presentes nas formulações convencionais.

Lirius Suplementos
Lirius Suplementos

A Lirius Suplementos acompanha de perto essa literatura. Conforme analisa a empresa, quanto mais o consumidor entende que sua biologia é singular, menos paciência ele tem com abordagens padronizadas. O resultado é um mercado que começa a organizar ofertas por faixa etária, gênero, objetivo e perfil metabólico, caminhando da oferta em massa para a oferta segmentada.

O limite entre personalização e promessa

Nem tudo que é comercializado como personalizado de fato o é. Pesquisadores estão preocupados com aplicativos que sugerem suplementos com base em questionários de cinco minutos. Prescrições baseadas apenas na autopercepção tendem a aumentar as demandas e ignorar deficiências reais, que só podem ser detectadas por meio de exames laboratoriais.

Em outras palavras, a personalização legítima exige informação, não opinião. A experiência da Lirius demonstra que o consumidor informado percebe a diferença entre uma recomendação fundamentada em dados clínicos e uma sugestão genérica disfarçada de personalizada. Sob essa perspectiva, transparência sobre os critérios de indicação é tão importante quanto a qualidade do produto.

O que o mercado pode esperar dos próximos anos?

A consultoria Grand View Research projeta que o mercado global de suplementos alcançará US$ 431,7 bilhões até 2033, com crescimento anual de 9,5%. Dentro desse cenário, a fatia personalizada deve se tornar a principal alavanca de expansão. No Brasil, onde o setor cresceu 15% em 2025 e movimentou R$ 7,6 bilhões, segundo a BRASNUTRI, a personalização já deixa de ser diferencial para se tornar expectativa.

A Lirius entende que o caminho não é simples. Envolve investimento em educação, parcerias com profissionais de saúde e compromisso com a evidência científica. Mas o consumidor já decidiu: o futuro da suplementação é tão individual quanto a impressão digital de quem consome.

 

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