Por que as incorporadoras estão investindo em áreas de coworking nos residenciais

Ksenia Orlova By Ksenia Orlova 5 Min Read
Fernando Bruno Crestani aponta que os novos hábitos de trabalho impulsionam espaços compartilhados dentro dos empreendimentos.

Segundo Fernando Bruno Crestani, a inclusão de espaços de coworking em empreendimentos residenciais deixou de ser um diferencial para se tornar uma resposta estratégica às novas dinâmicas de trabalho e estilo de vida. Esse movimento reflete a busca por soluções residenciais mais completas, flexíveis e alinhadas às necessidades da vida moderna — especialmente após a consolidação do home office.

Mudança no perfil do morador e novas exigências no pós-pandemia

Com o crescimento do trabalho remoto, muitos profissionais passaram a buscar moradias que ofereçam estrutura adequada para suas rotinas de produtividade. Nesse cenário, os apartamentos tradicionais — muitas vezes compactos e com pouca flexibilidade — revelaram suas limitações. A presença de um espaço de coworking no próprio condomínio surge como alternativa prática para equilibrar conforto doméstico e ambiente profissional.

De acordo com Fernando Bruno Crestani, essa mudança de mentalidade acelerou a reconfiguração dos empreendimentos, que agora incorporam soluções híbridas, capazes de oferecer moradia e infraestrutura de trabalho no mesmo endereço. Isso agrega valor ao imóvel e torna a oferta mais atraente para públicos diversos, como freelancers, executivos, empreendedores e estudantes.

Benefícios para os moradores: conforto, economia e networking

Ao oferecer coworking como área comum, as incorporadoras entregam mais do que um local para trabalhar: entregam qualidade de vida. Os moradores ganham em conforto, ao evitar deslocamentos diários; em economia, ao reduzir custos com aluguel de escritórios externos; e em produtividade, ao contar com um ambiente preparado para foco e concentração.

Fernando Bruno Crestani destaca ainda o potencial desses espaços para fomentar o senso de comunidade. O coworking residencial facilita o networking entre vizinhos, estimula colaborações espontâneas e amplia as possibilidades de convivência para além do lazer.

Coworkings residenciais agregam valor e praticidade — explica Fernando Bruno Crestani.
Coworkings residenciais agregam valor e praticidade — explica Fernando Bruno Crestani.

Vantagem competitiva para os empreendimentos

Do ponto de vista do mercado, os empreendimentos que oferecem coworking ganham destaque em meio à concorrência. Esse tipo de infraestrutura é especialmente valorizado por jovens profissionais, famílias contemporâneas e pessoas que adotaram o modelo de trabalho híbrido. Além disso, agrega valor percebido ao imóvel e pode justificar um preço por metro quadrado mais elevado.

Segundo Fernando Bruno Crestani, empreendimentos com áreas de coworking têm registrado maior velocidade de vendas e taxas de ocupação mais altas no mercado de locação. Isso ocorre porque atendem a uma demanda concreta, e não apenas uma tendência estética ou passageira.

Flexibilidade e aproveitamento inteligente do espaço

Os espaços de coworking residenciais não exigem grandes áreas e podem ser projetados de forma versátil. Muitas incorporadoras têm optado por ambientes modulares, com estações individuais, salas de reunião compartilhadas, boa iluminação, isolamento acústico e conectividade de alta qualidade. Isso permite o uso múltiplo do espaço, inclusive fora do horário comercial, como para cursos, mentorias ou eventos internos.

Fernando Bruno Crestani reforça que o aproveitamento inteligente da área comum se tornou um critério essencial nos projetos atuais. Os espaços precisam ser funcionais e adaptáveis às novas formas de viver e trabalhar — e o coworking é um exemplo claro dessa transição.

Moradias que refletem a nova realidade urbana

Investir em coworking dentro de residenciais é mais do que acompanhar uma tendência: é oferecer uma resposta concreta às transformações do cotidiano. Morar e trabalhar no mesmo lugar, com conforto e estrutura adequada, passou a ser uma prioridade para milhares de pessoas.

Na visão de Fernando Bruno Crestani, incorporadoras que compreendem essa mudança e integram soluções de produtividade ao espaço residencial estão construindo não apenas empreendimentos modernos, mas também modelos de vida urbana mais eficientes, conectados e humanos. Essa é a direção do futuro do morar — e ela já está em curso.

Autor: Ksenia Orlova