Manejo integrado vale a pena? Entenda como essa prática transforma o dia a dia no campo

Ksenia Orlova By Ksenia Orlova 5 Min Read
João Eustáquio De Almeida Junior explica como o manejo integrado pode transformar o dia a dia no campo.

O manejo integrado de pragas faz parte de uma agricultura mais consciente, técnica e alinhada com a sustentabilidade produtiva, como elucida João Eustáquio de Almeida Júnior. No dia a dia da lavoura, ele deixa de ser apenas um conceito teórico para se tornar uma prática contínua de observação, decisão e ajuste. 

Ao invés de reagir apenas quando o problema já está instalado, o produtor passa a atuar de forma preventiva e estratégica. Essa abordagem busca o equilíbrio do sistema produtivo, considerando fatores biológicos, ambientais e econômicos. Ao longo deste conteúdo, veremos como essa atuação preventiva contribui para maior eficiência e sustentabilidade no campo.

O conceito de manejo integrado aplicado à rotina do campo

O manejo integrado de pragas se baseia na combinação de diferentes métodos de controle, sempre priorizando soluções que preservem o equilíbrio do agroecossistema. Na prática, isso significa que o controle químico não é eliminado, mas passa a ser utilizado de forma racional e complementar a outras estratégias.

Entenda com João Eustáquio De Almeida Junior por que o manejo integrado vale a pena na rotina agrícola.
Entenda com João Eustáquio De Almeida Junior por que o manejo integrado vale a pena na rotina agrícola.

No cotidiano da lavoura, o conceito se traduz em decisões mais técnicas e menos impulsivas. O produtor observa o comportamento das pragas, avalia níveis de infestação e considera o momento certo de intervir, conforme explica João Eustáquio de Almeida Júnior. Essa postura reduz aplicações desnecessárias e contribui para a longevidade das tecnologias disponíveis.

Monitoramento constante como base do manejo integrado

Segundo João Eustáquio de Almeida Júnior, o monitoramento é um dos pilares do manejo integrado de pragas e precisa fazer parte da rotina operacional da lavoura. Acompanhamentos periódicos permitem identificar precocemente a presença de insetos, ácaros ou doenças, antes que atinjam níveis capazes de causar prejuízos significativos.

Além de identificar pragas, o monitoramento também revela a presença de inimigos naturais e o estado geral da cultura. Essas informações orientam a tomada de decisão e evitam intervenções precipitadas. Com dados em mãos, o produtor ganha segurança para escolher a melhor estratégia em cada situação.

Quais práticas tornam o manejo integrado eficiente no dia a dia?

Para que o manejo integrado funcione de forma consistente, algumas práticas precisam ser incorporadas à rotina da lavoura, assim como ressalta João Eustáquio de Almeida Júnior. Não se trata de ações isoladas, mas de um conjunto de decisões que se complementam ao longo do ciclo da cultura.

A eficiência está justamente na regularidade dessas práticas. Quando aplicadas de forma contínua, elas criam um ambiente menos favorável ao avanço das pragas e mais resiliente às variações climáticas e biológicas.

Estratégias mais utilizadas no manejo integrado de pragas

Existem diversas estratégias que podem ser combinadas dentro do manejo integrado, de acordo com a cultura, a região e o histórico da área. Entre as mais comuns, destacam-se:

  • Monitoramento frequente das lavouras;
  • Uso de controle biológico e inimigos naturais;
  • Escolha de cultivares mais resistentes;
  • Rotação de culturas para quebrar ciclos de pragas;
  • Manejo adequado do solo e da adubação;
  • Aplicação criteriosa de defensivos químicos.

Conforme João Eustáquio de Almeida Júnior, essas estratégias não atuam de forma isolada. Quando integradas, elas reduzem a pressão das pragas e aumentam a eficiência do sistema produtivo. Além disso, favorecem uma produção mais equilibrada e tecnicamente sustentável.

Vale ressaltar que a escolha das estratégias deve considerar a realidade de cada propriedade. O que funciona em uma área pode não ser adequado para outra, reforçando a importância da análise técnica e do acompanhamento profissional.

Manejo integrado como ferramenta de gestão no campo

Por fim, mais do que uma técnica agronômica, o manejo integrado de pragas pode ser visto como uma ferramenta de gestão. Ele exige planejamento, registro de informações e avaliação constante dos resultados obtidos. Essa lógica aproxima o campo de uma gestão mais profissional e orientada por dados.

Quando incorporado ao dia a dia da lavoura, o manejo integrado ajuda o produtor a tomar decisões mais seguras e a otimizar recursos. Com isso, a produção se torna mais eficiente, sustentável e alinhada às exigências atuais do mercado e da sociedade.

Autor: Ksenia Orlova

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