Espanha Vence Argentina na Prorrogação e Conquista o Bicampeonato da Copa do Mundo 2026

Diego Velázquez Por Diego Velázquez 8 Min de leitura

 Time de Luis de la Fuente derrotou a seleção de Messi por 1 a 0 no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e ergueu o segundo título mundial da história espanhola.

A Copa do Mundo 2026 chegou ao fim neste domingo, 19 de julho, com a Espanha confirmando o favoritismo e conquistando seu segundo título mundial. A seleção europeia derrotou a Argentina por 1 a 0, no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos arredores de Nova York, em uma decisão que só foi resolvida na prorrogação. O resultado marcou também a despedida de Lionel Messi das Copas do Mundo, encerrando sua trajetória no torneio com um título, em 2022, e dois vices, em 2014 e agora em 2026. Para quem acompanhou o Mundial à distância, fica a dúvida sobre como a Espanha conseguiu superar uma Argentina que chegava embalada à decisão, e o que esse resultado representa dentro da história recente das duas seleções mais tradicionais do futebol mundial nos últimos anos.

Como foi a decisão entre Espanha e Argentina

 

A Espanha dominou a Argentina do início ao fim da final, mas só conseguiu transformar essa superioridade em gol durante a prorrogação. Depois de terminar empatada no tempo regulamentar, a partida foi decidida quando Nico Williams ajeitou de cabeça e Ferran Torres finalizou forte para abrir o placar logo no início do segundo tempo extra, segundo relato da CNN Brasil. A Argentina, praticamente sem finalizações a gol ao longo da partida, ainda teve a missão dificultada pela expulsão de Enzo Fernández aos 45 minutos do segundo tempo regulamentar, ficando com um jogador a menos justamente no momento mais decisivo da decisão.

O resultado consolidou a Espanha como bicampeã mundial, repetindo o feito conquistado em 2010, quando o país bateu a Holanda também por 1 a 0 na prorrogação, com gol de Andrés Iniesta. A campanha da equipe comandada por Luis de la Fuente reforça um ciclo vitorioso que já incluía a conquista da Eurocopa e da Liga das Nações nos últimos anos, consolidando a seleção espanhola como uma das forças dominantes do futebol mundial na atual geração.

Para a Argentina, a decisão representou mais uma final perdida em uma sequência de resultados que mistura conquistas e frustrações recentes. Com o vice deste domingo, a seleção albiceleste chegou ao seu quarto vice em sete finais disputadas ao longo da história das Copas, número que mostra a tradição do país em chegar às decisões, mas também a dificuldade em converter essas campanhas em títulos com a mesma frequência.

Um detalhe que chamou atenção fora de campo foi o show do intervalo, realizado com participação de Madonna e de ex-jogadores brasileiros na apresentação. A produção foi criticada por comentaristas e torcedores por ser excessivamente comercial, com duração que deve ter ultrapassado os 20 minutos, mesmo as regras do futebol estabelecendo um limite de 15 minutos para o intervalo, segundo registro da Wikipédia sobre a final do torneio.

A despedida de Messi e o retrospecto entre as seleções

 

A final teve um significado especial para Lionel Messi, que disputou sua última Copa do Mundo antes de encerrar a carreira em Mundiais. O camisa 10 argentino havia sido peça fundamental para a chegada da seleção à decisão, mas não conseguiu repetir o título conquistado no Catar, em 2022, e sai das Copas com uma coleção de um título e dois vices no currículo do torneio máximo do futebol.

Outro nome que também protagonizou a campanha argentina até a final foi Enzo Fernández, autor do gol de empate contra o Egito e da virada diante da Inglaterra em fases anteriores do torneio. A expulsão do meio campista na decisão acabou sendo um dos pontos decisivos para que a Argentina não conseguisse reagir contra a Espanha na prorrogação, já jogando com um homem a menos em um momento de desgaste físico natural de uma final disputada em tempo estendido.

Do lado espanhol, a conquista reforça um momento de longevidade competitiva raramente visto no futebol atual. A Espanha, que já havia levantado o troféu em 2010 e amargado eliminações precoces nas edições seguintes, soube reconstruir sua geração ao longo da última década até voltar a erguer a taça em solo americano, desta vez com uma equipe mais jovem e apoiada em um estilo de posse de bola característico da escola espanhola de futebol.

Como terminou a campanha do Brasil e o restante do torneio

 

Enquanto Espanha e Argentina protagonizavam a decisão, a campanha brasileira já havia sido encerrada nas oitavas de final. A seleção brasileira esteve no Grupo C, ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia, terminando na primeira colocação com sete pontos. Depois de avançar na fase de grupos, o time comandado por Carlo Ancelotti eliminou o Japão na fase seguinte, mas acabou caindo diante da Noruega já nas oitavas de final, encerrando de forma prematura a busca pelo hexacampeonato mundial.

Essa edição do Mundial também trouxe mudanças estruturais importantes em relação aos torneios anteriores. Pela primeira vez na história, 48 seleções disputaram o título, distribuídas em 12 grupos de quatro equipes, com os dois primeiros colocados de cada chave e os oito melhores terceiros avançando para uma nova fase eliminatória de 32 avos de final, criada justamente para comportar o maior número de participantes já registrado em uma Copa do Mundo.

A realização em três países também marcou a 23ª edição do torneio como um evento inédito em termos de logística. Com sede compartilhada entre Estados Unidos, México e Canadá, a competição teve início no dia 11 de junho, com a cerimônia de abertura no Estádio Azteca, na Cidade do México, e se estendeu por 39 dias até a grande final realizada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, distância que, somada aos 16 estádios usados ao longo do Mundial, exigiu um planejamento logístico sem precedentes para as equipes participantes.

Com o apito final da decisão entre Espanha e Argentina, a Copa do Mundo 2026 chega ao fim deixando um saldo de recordes de participação, uma final decidida nos detalhes e a despedida simbólica de um dos maiores jogadores da história do futebol. Para o torcedor brasileiro, resta agora olhar para frente, avaliar os motivos da eliminação precoce diante da Noruega e acompanhar como a comissão técnica de Carlo Ancelotti vai planejar a reconstrução da seleção rumo aos próximos compromissos internacionais, com a expectativa já voltada para o ciclo que antecede o próximo grande torneio de seleções.

Fontes: CNN Brasil | Terra Esportes | Wikipédia, Final da Copa do Mundo FIFA de 2026 | Olympics.com

 
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